Durante os próximos dias vamos postar uma série de artigos relacionados ao Top 100 DJs da DJMag. Vão ser várias listas que vão conter 10 artistas para cada género que, na nossa opinião, deviam ter sido incluídos nos resultados finais.

Listas: Bass Music, Trance, House, Techno, Drum and Bass, Hard Music, Portuguese and Geral (Iremos por hyperlinks em cada genro a medida que lançamos os artigos).

Cosmic Gate – Um duo alemão (Nic Chagall e Bossi) que, conjuntamente com nomes como ATB, Paul van Dyk e Markus Schulz, tem contribuído imenso para a influência da Alemanha no cenário do trance a nível global. O ano passado ficou marcado pelo lançamento do álbum “Materia”, um álbum que foi dividido em 2 capítulos, em que o segundo capítulo foi lançado já no fim do verão de 2017 e que inclui colaborações com artistas como JES, Emma Hewitt, Super8 &Tab, Eric Lumiere, entre outros. Em 2018, a nível de produção, é de realçar o single “Yeah!” e sobretudo os remixes de alta qualidade para temas como “Only Road” de Gabriel & Dresden, o clássico “L.E.D. There Be Light” dos Rank 1 e “Call To Arms” de Gareth Emery. Muitas viagens foram realizadas e alguns dos melhores eventos contaram com a presença de Cosmic Gate. Entre estes eventos, os mais importantes foram o Tomorrowland, Creamfields, EDC  Las Vegas, Ultra Europa, Mysteryland, Groove Cruise e a passagem por Ibiza ao longo deste verão! É caso para dizer: eles exploraram bem o “espaço” e por isso deviam de ter entrado no top 100 da DJ Mag de 2018!!

Arty – O talentoso DJ/Produtor Russo provavelmente está a ter o segundo melhor de toda a sua carreira, pois o seu melhor ano, muito provavelmente, foi quando lançou o álbum “Glorious” em 2015. Desde 2017, Arty tem dedicado o seu tempo, equilibradamente, entre os seus dois nomes artísticos: Arty e Alpha 9. Como Arty, as suas produções têm envolvido mais elementos comerciais, o tropical house e, como é óbvio, o seu tradicional progressive house, sendo que ao todo lançou pelo menos 5 singles (um deles dedicado ao Avicii) e 1 remix. Já como Alpha 9, o prodígio quis revelar o melhor que tem para dar aos fãs de trance, lançando também pelo menos 5 singles, singles que lhe valeram boas críticas por parte do público em geral. Basicamente, existiram pelo menos 10 singles, ao todo, a serem lançados por Arty em editoras como Armada, Flashover Recordings, Anjunabeats e Armind. Tudo isto prova a qualidade e a versatilidade que Arty apresentou desde 2017 até ao momento, argumentos suficientes para merecer a entrada nos 100 melhores do mundo…

Ilan Bluestone – Um dos grandes nomes da família Anjunabeats que neste ano lançou o seu álbum de estreia, chamado “Scars”, um álbum que esteve em produção durante 2 anos. Este álbum representa o culminar do enorme esforço que o inglês teve em produzir este LP, uma obra composta por fantásticas colaborações com o vocalista habitual Giuseppe De Luca, o talentoso Maor levi, Sunny Lax, Koven, entre outros. Falamos de um artista que tem o seu foco no trance mas que acabou por explorar sons mais comerciais e progressivos. As passagens pelo ASOT 850 (em Utrecht), EDC México e Las Vegas, Ultra Europa, Tomorrowland, Dreamstate, alguns espetáculos organizados pelo trio Above & Beyond (como foi o caso do Group Therapy 300), entre outros, existindo um grande destaque para atuações no continente americano, foi o que melhor aconteceu a Ilan.

Gabriel & Dresden – Este duo americano, duo muito experiente no mundo da música eletrónica, chamou a atenção de todos os fãs quando anunciou o surgimento de um novo álbum após 11 anos em que estiveram completamente parados com este projeto. Assim sendo, o tão aguardado regresso de Gabriel & Dresden ficará sempre associado ao lançamento de “The Only Road”, álbum composto por 12 faixas, em que a maioria delas têm a voz de Jan Burton ou Sub Teal, e representam um CD bastante emotivo que percorre o progressive house, trance e algum material downtempo. De regresso também aos espetáculos, o duo atuou, maioritariamente, em solo americano, como já era expectável, mas também tiveram boas prestações na tour do álbum “Common Ground” dos A&B, no palco ASOT  do Ultra Miami, no Awake (um dos melhores eventos de trance  que decorreu em Bootshaus – Alemanha), EDC Las Vegas, Tomorrowland e, como não poderia faltar, eventos da Luminosity.

Estiva – Desde muito cedo, este DJ/Produtor Holandês despertou o interesse de outros DJs e produtores para o trabalho que estava a realizar. Dos DJs de topo mundial, Armin van Buuren foi aquele que deu mais suporte a Estiva, pelo menos entre 2017-2018, e por isso não é de ficar surpreendido com as diversas aparições do holandês no próprio estúdio do podcast “A State Of Trance”, nos diversos eventos ASOT e na residência de verão de Armin e Sunnery James & Ryan Marciano em Ibiza. Embora, recentemente, tenha surgido algumas críticas por parte do mestre Eric Prydz, em que este acusava Estiva de ter produções demasiadamente semelhantes às suas, ninguém coloca em questão o talento, a dedicação e a evolução do holandês. “Spectacle I“, álbum lançado neste verão e que é constituído por 14 músicas, é a prova do crescimento que o Estiva teve nos últimos anos, um produtor que teve o trance como base, mas que, ao longo do tempo, foi incorporando o progressive house e techno na sua discografia.

Solarstone – Um artista que faz parte de um restrito grupo de artistas que estão no ativo há 20 anos ou mais, portanto falamos de alguém a quem se deve muito respeito e também gratidão por aquilo que deu ao trance ao longo dos anos. Tal como em 2017, em 2018 o inglês voltou a lançar um álbum de 8 faixas com um nome que segue o pensamento do álbum anterior, e que teve o nome de “. . – – -“. Este é um álbum muito emotivo, pois uma das faixas “Thank You” é uma faixa exclusivamente dedicada ao pai de Solarstone e todas as restantes transmitem uma mensagem que apela o lado mais sentimental dos ouvintes. Para além de Solarstone, não nos podemos esquecer que o inglês faz a dupla PureNRG com Giuseppe Ottaviani, dupla que tem feito algum furor e que até chegou a produzir um dos melhores remixes para o tema “I Need You” de Armin van Buuren. Relativamente a espetáculos, os seus sets costumam ser sets de produção ao vivo, e por isso costumam ter um gosto especial.  Os eventos de maior destaque são eventos que têm uma orientação mais para o dentro do género, mas também chegou a ir ao Creamfields, Dreamstate, entre outros.

Gareth Emery – Este é um dos artistas, no cenário do trance, com mais talento a nível de produção musical, pois sempre consegue combinar algumas das melhores melodias com vozes extremamente fantásticas. O lançamento de músicas, entre final de 2017 e atualmente, tem sido extremamente calmo, pois acabou só por lançar “Call To Arms”, uma música produzida com Evan Henzi. As razões que nos levam a inserir Gareth Emery neste top são: no fim de 2017, “Saving Light” para além de ter atingido o número 1 do Beatport também foi considerado a música do ano no “A State Of Trance”; a editora Garuda voltou completamente renascida e com excelentes lançamentos; por fim, o conceito de espetáculo “Laserface” é talvez um dos melhores espectáculos do trance, longe do “HOLO” de Eric Prydz mas composto por imensos lasers completamente sincronizados com a música e restantes efeitos.

Orjan Nilsen – O produtor sensacional de trance norueguês, passados 5 anos, voltou a lançar um álbum. “Prism” é o álbum ideal para demonstrar as capacidades de Orjan Nilsen, que para além de manter, em algumas faixas, o estilo que o levou ao sucesso, também alargou um pouco a sua versatilidade, compondo alguns temas mais comerciais e progressivos. Mike James, Rykka e Matluck foram os artistas que entravam em algumas das colaborações deste álbum. Transmission, ASOT 850 (Sydney), Istoria, Beyond Wonderland, Parookaville e Ibiza foram algumas das paragens mais relevantes.

Chicane – Chicane, de forma semelhante a Solarstone, tem um lugar especial no coração daqueles que admiram o trance. Em 2018, o britânico provavelmente lançou um dos seus álbuns mais completos, chamado “The Place You Can’t Remember, The Place You Can’t Forget”, um álbum em que aborda não só o trance, downtempo e ambiente, mas também o eletro, o dance-pop e o deep house. Chicane não tem atuado regularmente em grandes palcos, mas tem tido alguns espetáculos em Espanha, Estados Unidos da América, Austrália, Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, entre outros países.

Sander van Doorn – Um DJ/Produtor consistente, com qualidade e versatilidade suficiente para ingressar no top 100 da DJ Mag. Este artista decidiu investir no seu nome artístico alternativo Purple Haze, sendo que foi através deste nome que lançou o álbum “SPECTRVM”. Este álbum tem 13 faixas e bem pode ser considerado uma viagem pelo trance, techno, progressive house e até o techno. Se há uma fusão perfeita entre esses géneros, estas 13 faixas bem podem ser um bom exemplo disso. Sander van Doorn chegou a atuar no ASOT 850 (Utrecht), Transmission, Tomorrowland, EDC Las Vegas, Balaton Sound Festival, entre outros.

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