Uma startup austríaca aproxima-se a passos largos de comercializar os primeiros vinis HD no mercado.
Com uma ideia que se tem vindo a concretizar desde há um par de anos, a Rebeat Innovation recebeu recentemente um investimento de 4.8 milhões de dólares (aproximadamente 3.9 milhões de euros) para meter o seu plano em prática.

Mas afinal, como é feito este processo revolucionário de Vinis HD apresentado pela Rebeat?
Bem, é um processo de corte a laser, patenteado em 2016, que substitui o processo tradicional de galvanização caracterizado pelas suas características tóxicas e instáveis.

Primeiro converte-se um ficheiro de áudio alta resolução para um mapa topográfico 3D do prato principal que cria os Vinis. Dada a resolução do ficheiro consegue-se eliminar virtualmente as folgas desnecessárias entre os sulcos, corrigindo os erros tangenciais/radiais.
Tudo isto resulta numa menor vibração da agulha, permitindo a existência de 30% mais tempo de reprodução em cada face do vinil com o mesmo volume dos vinis tradicionais, ou o aumento da qualidade do som, usando esse espaço para aumentar a amplitude de reprodução que trará um aumento do volume da música com melhor dinâmica e uma reprodução mais fiel do som.

Este processo caracteriza-se pela gravação a laser dos sulcos num prato de cerâmica, ao invés do processo tradicional com pratos de níquel. Esta diferença faz com que a qualidade sonora se mantenha ao longo das cópias, sendo a primeira tão boa como a última. Num vinil feito com o processo tradicional (com níquel), devido ao desgaste dos pratos de estampagem, as últimas cópias não teriam a mesma qualidade das primeiras. Outro aspeto importante da estampagem em pratos de cerâmica com tecnologia laser é a não utilização de produtos tóxicos nesse processo.

Para além do mais, estes novos vinis podem reproduzir-se em toca-discos tradicionais, sem existir a necessidade de adquirir um novo equipamento!

Para já, o fundador e CEO Günter Loibl afirmou que irá investir cerca de 600 mil dólares (487 mil euros) num grande sistema laser, que produzirá pratos de estampagem de teste, apresentando-os na conferência “Making Vinyl”, a ter lugar em Detroit em Outubro de 2018. Depois disso, demorará cerca de 8 meses para se fazerem ajustes finais ao sistema, levando Günter a crer que os primeiros Vinis HD estarão à venda nas lojas a partir do Verão de 2019.


É certamente um grande avanço tecnológico na fabricação de vinis, com características bastante positivas para o meio ambiente e para os músicos que podem eternizar num disco as suas produções, com muito mais qualidade sonora. Para além disso, a Rebeat tem a grande vantagem de estes novos vinis se poderem reproduzir nos toca-discos atuais, sem necessidade de se comprar um novo.

Agora, será que os grandes amantes dos vinis irão aceitar a perda daquele som tão característico do vinil? Irão acompanhar a evolução tecnológica ou mostrar-se reticentes?

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