A histórica vigésima edição do Ultra Music Festival teve um início fulgurante. Em pleno Bayfront Park, vimos acontecer via livestream alguns momentos que com certeza ficarão para a posteridade. Eis um breve resumo do que se passou pelos vários palcos do evento.

Começando por uma vertente mais underground, tivemos stream com chancela da Be-At.tv do Resistance Stage, onde atuaram, entre outros, Sasha & John Digweed, Nic Fanciulli, Hot Since 82, Coyu, Pete Tong, Adam Beyer e o lendário Carl Cox. O sueco, penúltimo no rol referido, líder da Drumcode, tocou o seu novo ID com um dos seus “protegidos” Layton Giordani, enquanto que Cox, entre outros momentos de maior destaque (num set recheado de novidades), tocou mais precisamente ao minuto 17 da sua performance, uma bela faixa ainda incógnita de informações que está a causar murmurinho entre a comunidade. Nota também para o duo britânico que iniciou as hostilidades, numa excelente performance cheia do característico acid house de Sasha e Digweed.

As sete horas de transmissão na megaestrutura apadrinhada por Cox, contudo, foram em parte ofuscadas por atuações também mais alternativas no Live Stage. Apesar de não ter tido a sua própria livestream exclusiva, este palco fez várias aparições no schedule principal, nomeadamente com as performances da rapper e cantora norte-americana Azealia Banks, dos bizarros mas interessantes Fischerspooner – que levaram os fãs numa viagem com as suas sonoridades retro – de Porter Robinson sob o fantástico pseudónimo de Virtual Self, e finalmente dos Empire Of The Sun, tendo a dupla australiana fechado tanto o palco como a livestream do primeiro dia. Nessa mesma atuação, nota para o momento de alta magia que se deu quando a icónica “Walking On a Dream” foi tocada.

Continuamos a nossa viagem pelo primeiro dia de forma ascendente, do underground ao mais comercial, com o Worldwide Stage. Este palco, já bastante conceituado entre os entendidos na matéria, deu bastantes cartas. Começando pelo DJ e produtor nipónico Ksuke, passando por Slushii e culminando num set bastante energético de Flosstradamus, o Worldwide fez as delícias dos presentes com a predominância de estilos mais trap, dubstep, e de bass house. Entre muitos momentos “para mais tarde recordar”, há que realçar a altura em que Flosstradamus (desde 2016 um projeto a solo) passou a conhecida “Soundclash”, a sua colaboração com TroyBoi, bem como os 20 excelentes minutos que vimos de Slushii, artista que estará no RFM Somnii deste ano. Nota negativa, contudo, para o facto de não termos podido ver o set de Reez, numa altura em que a DJ e produtora canadiana, “discípula” de deadmau5, anda nas bocas do mundo pela sua qualidade.

Todos os palcos têm o seu encanto. Todavia, é no Mainstage que mais olhos estiveram focados. Os nomes que lá passaram tiveram todos, a seu tempo, transmissão “televisiva”. Por ordem cronológica: Raiden, Kungs, Oliver Heldens, Steve Aoki, Armin Van Buuren, Hardwell, DJ Snake e Axwell Λ Ingrosso, pisaram o palco dos palcos. Num dia de muitas novidades, ouvimos faixas iminentes de Kungs e Heldens (esta última uma promissora colaboração entre HI-LO e Chocolate Puma), e de Hardwell. A nova ID de Robert promete muito. Ainda não é oficial, mas pode-se denotar um dedo de Kaaze na mesma, que os fãs da Revealed já estão a chamar “This Is Love”. Menções honrosas vão também para Armin, num set igual a si próprio, DJ Snake, que estreou também novo tema de um estilo mais future bass, e finalmente Axwell e Ingrosso. Não houve reunião (para já), mas os astros suecos cumpriram com o carisma que lhes é conhecido.

E foi este o primeiro dia do muito aguardado festival que certamente nos trará mais entusiasmo, diversão, e (dedos cruzados) e muitas – 3, em específico – agradáveis surpresas.

 

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