2010 foi um ano fulcral para a dance music. O virar da década trouxe legiões de ouvintes para um cenário mais eletrónico. De repente, o som que Frankie Knuckles apadrinhou estava aos poucos a abandonar o underground em direção aos maiores palcos. Protocol Recordings atingiu o marco de 100 lançamentos. Para celebrar, damos um olhar profundo sobre a história de uma das melhores labels de música de eletrónica a existir fundado por Nicky Romero.

Posto isto, e de forma inevitável, novos nomes estavam à beira das luzes da ribalta, à espera de se tornarem preponderantes entre os gigantes da altura como David Guetta, DJ Tiësto, Axwell e Afrojack. E é aí que um Nick Rotteveel de apenas 21 anos entra em cena. Depois de ter remisturado faixas de artistas de renome daquele tempo, como Guetta e Sidney Samson, e de ter assinado com a editora Ministry Of Sound, Rotteveel, nome verdadeiro de Nicky Romero, lançou “My Friend” na Spinnin’ Records. Daí em diante, a sua carreira despontou: mais faixas na Spinnin’, nas suas sub-labels e noutras colaborações com grandes nomes, produzir para Rihanna e Britney Spears, e, finalmente, “Toulouse” nos fins de 2011, canção que o catapultaria para o estrelato. Hoje, Nicky tem a waveform da faixa tatuada num braço.

Toda a gente estava a falar da “Toulouse” e das máscaras de Guy Fawkes que popularizaram a faixa no seu videoclip, mas Romero não se ficaria por ali. Assim, em Amsterdão, em maio de 2012, desvendou a sua nova e independente editora, Protocol Recordings. Música de boa qualidade encontrou uma forte identidade, dando origem a um conceito único. Still in 2012 Nicky Romero collaborated on the hit “I Could Be The One” with Avicii, the track toped charts in various countries across the world. Ainda em 2012 Nicky Romero colaborou com o Avicii no hit “I Could Be The One”, a música alcançou o topo das tabelas em varios p

O primeiro lançamento da Protocol foi uma colaboração de Romero com ZROQ intitulada “WTF”. Muitos fãs esperaram ansiosamente pela mesma, depois de Nicky a ter tocado no seu memorável set no Ultra Miami 2012. Depois da primeira, a saga continuou. “Iron”, desta feita com Calvin Harris, abrilhantou ainda mais a editora, e para terminar o ano de estreia da melhor maneira, foi lançada “Like Home”, de Nicky e das irmãs australianas NERVO. A mesma é o melhor release de sempre da Protocol em termos de vendas, tendo chegado à dupla platina. Foi também a primeira faixa de Progressive House da marca, estilo pelo qual viria a ser conhecida nos anos seguintes.

O primeiro ano de atividade da marca também assinalou a nascença de uma das suas imagens de marca. A ADE Protocol Night, organizada todos os outubros na arena Melkweg, teve a sua primeira edição naquele ano. O evento é indispensável para quem frequenta a semana da música de Amsterdão, sendo uma das festas mais cobiçadas pelos fãs.

No ano seguinte, a Protocol apresentou ao mundo novos talentos. As presenças de Tony Romera, Merk & Kremont, Michael Calfan, Vicetone, Kryder, Pelari, CID e Don Diablo enriqueceram o som da marca. Contudo, o seu maior hit daquele ano foi do próprio boss. “Legacy”, com as Krewella, chegou ao topo das tabelas e ficou viral graças a um videoclip de belo efeito, concebido por Kyle Padilla.

Também em 2013, deu-se a formação da Protocol Radio. O radioshow semanal junta todas as semanas milhares de ouvintes, sendo uma referência no que ao mundo dos podcasts diz respeito.

2014 foi um dos anos mais ricos da Protocol, musicalmente falando. Por fevereiro, dois dois mais marcantes lançamentos da editora saíram: “Colors”, dos Tritonal, Paris Blohm e Sterling Fox, e “Howl At The Moon”, do duo húngaro Stadiumx. Este último chegou à platina. Novos talentos como os Blasterjaxx, Tom Swoon e Row Rocka aliaram-se aos “já da praxe”, como Tommy Trash, John Dahlbäck e o próprio Nicky, para melhorar a qualidade da marca. Para além disso, nota para o facto de KURA ter marcado a sua presença. Com um remix de “Next Level” de John Christian, tornou-se no primeiro e único português presente nesta prestigiada editora. Ainda no mesmo ano, a Protocol apresentou duas compilações, apresentadas pelo seu patrão, “Miami 2014” e “Protocol ADE 2014”, o que viria a ser uma tradição anual (ou duas).

Chegando-se à metade da década, a entidade apostou forte no Progressive, estabelecendo-se como a Meca do género. As aparições de Paris Blohm, Deniz Koyu, Volt & State, Thomas Newson, MAKJ, Thomas Gold e Florian Picasso fizeram o 2015 da label. Autênticos hinos progressivos como “Lift”, de Koyu e dos Don Palm, “Origami”, de Florian Picasso, e “Lighthouse”, “Warriors”, e “Harmony”, de Romero, saíram nesse ano, e a Protocol seguia o seu caminho, ganhando bastantes fãs.

2016, por sua vez, não trouxe novos talentos e sons para a editora. Ao invés disso, foram Nicky Romero e Florian Picasso que preencheram o quadro dos releases quase por inteiro. O primeiro lançou “Novell”, “Take Me”, “Ready 2 Rumble” e colaborou com o lendário guitarrista Nile Rodgers em “Future Funk”. No que diz respeito a novo material e diversidade artística, não foi o melhor dos anos para a Protocol, contudo, a editora virou o foco para os festivais, criando uma iniciativa chamada “Get Connected” em que a editora apresentou o seu próprio palco em três grandes festivais: o Daydream, em Bruxelas, o Tomorrowland Brasil, em São Paulo, e o Sziget, em Budapeste. Tudo isto para uma maior interação entre o crescente número de fãs e a marca.

E finalmente, deu-se 2017. Num ano frenético para a label, com toneladas de música nova, temas de Corey James, D.O.D., Raiden e Nicky em pessoa reforçaram a qualidade da editora. Contudo, o que tornou o ano tão especial foram as compilações lançadas. Para além da habitual de Miami, em março, a Protocol queria celebrar o se quinto aniversário em grande estilo, e, portanto, libertou “Nicky Romero – 5 Years Of Protocol EP”, coletânea que consiste em remisturas modernas de clássicos da editora.

Seguidamente, e ao contrário de lançar o habitual EP pré-ADE, a marca anunciou o lançamento de não 1, não 2, mas 3 EPs, denominados “Protocol Lab”, todos alusicvos ao ADE. Ainda no mesmo contexto anual, e em colaboração com o duo israelita Teamworx, Nicky Romero lançou o último (até este novo, de 2018) single, intitulado “Champion Sound”. Veremos agora o que acontece em 2018 se continuarmos a seguir o protocolo!

Caro leitor, cá estamos. No presente outra vez, onde Nicky Romero colabora/colaborou com Spyder para lançar “PRTCL”, o centésimo release da turma “protocólica”. Já lá vão 6 anos e o tempo passa muito depressa. Qual é, na tua opinião, a melhor faixa que a editora já apadrinhou? Que memórias do passado tens da Protocol? Diz-nos tudo nas nossas redes sociais!

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