O Algarve recebeu o The BPM Festival nos passados dias 14, 15, 16 e 17 de setembro, depois de 10 anos no México, Portugal foi o primeiro país escolhido na entrada na Europa. Mais concretamente em Portimão e Lagoa, o clima temperado mediterrâneo fez se sentir, não sendo aqueles calorosos dias algarvios, proporcionou ao público espetaculares pores-do-sol e noites agradáveis.

De destacar foi a presença de nomes globalmente requisitados como Art Department, Hot Since 82, Jamie Jones, Jackmaster, Loco Dice, Nastia, Nicole Moudaber, Paco Osuna, Pan-Pot e Seth Troxler aos pioneiros da música de dança underground como Carl Craig, Danny Tenaglia, Dubfire, Paul Kalkbrenner, Richie Hawtin e Victor Calderone.

O cartaz foi composto por imensos nomes, quase 200 artistas confirmados nos 4 dias, agradando a muito gente, bastante diversificado, mais de 20 showcases, algo diferente dos restantes festivais que Portugal acolhe.

Apesar da existência de shuttles que faziam a ligação entre vários locais, e o recorrente serviço de táxi, o congestionamento foi imenso, sendo difícil conseguir por vezes para o público obter transporte.

Estima-se que, entre clientes e organização, houve a presença de 15 mil pessoas, tendo sido estabelecido um teto máximo de venda de 12 mil bilhetes. Quanto à taxa de estrangeiros no evento pode-se assegurar que estavam em maioria, apontando para um intervalo entre os 70-85%.

O evento é dispendioso, estima-se que, em média, cada participante estrangeiro gaste cerca de 1.000,00 €, entre despesas de deslocação, alojamento e ingresso, para estar em Portimão durante estes quatro dias, dinamizando assim a economia local, numa época que já não considerada “alta”.

Outro aspeto relevante mas que os festivaleiros já tinham sido avisados, era quanto a lotação dos espaços, ou seja, quem tivesse pass geral do evento não tinha assegurada a entrada nos eventos com mais aderência e/ou menor lotação, como tal houve quem se precave-se optando por entrar mais cedo, e não pelas horas mais aguardadas pelo público em geral, não evitando assim as longas filas de espera para entrar em alguns recintos.

A nível segurança, olhando à área abrangida pelo festival na sua totalidade, fez se sentir de forma muito positiva, resolvendo de forma eficaz qualquer percalço que aconteceu. Salvo um incidente que se tornou mediático devido a captação de vídeo no último dia do evento, no NoSoloÁgua, em que muito se falou de abuso de força por parte das autoridades no local, mas que de forma alguma apaga o trabalho efetuado pela segurança nos restantes dias de evento.

As expectativas relativamente aos espaços foram superadas, contando quase sempre com espaços arranjos e decorados de forma deslumbrantes, envolvendo assim ainda mais o público, promovendo uma simbiose perfeita.

A opinião é unânime, este festival tem uma filosofia diferente de todos outros, acabando por enriquecer e dinamizar o nosso país, trouxe artistas que nunca tinham vindo a Portugal, artista que faz muito tempo que não vinham a Portugal, e estrangeiros que ficaram a conhecer um dos lugares mais belos do nosso país, face à ótima escolha no que toca a localização do evento.

A Wide Future deixa ainda uma nota bastante positiva para o cumprimento dos horários estipulados.

Vemo-nos no próximo ano.

Escrito por: Daniel Sousa

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