Durante a nossa visita aos Melhores do Ano pela Radio Nova Era nos tivemos a oportunidade de falar com o DJ de Drum & Bass, DJ Oder, onde falamos sobre varios topicos relacionados com a cultura de Drum & Bass, a carreira, tocar em vinyl e muito mais, fiquem a saber mais!

Wide Future (WF): Apesar do crescimento do DnB em Portugal nos últimos tempos, continua a ser um estilo mais underground. Como é que consegues ganhar a vida vivendo de um estilo tão underground?

Oder: É uma boa pergunta. Realmente, em Portugal, dentro da eletrónica, o DnB é um estilo mais bastardo, menos considerado, menos falado, menos tocado na rádio mas mesmo assim eu vivo disto e considero que é um estilo de música que tem sempre algum impacto seja qual for a noite porque é uma música divertida que faz as pessoas dançar. E fazer as pessoas as pessoas dançar é o meu objetivo, dançarem e passarem bons momentos com os amigos e até beberem uns copos e fazerem o que acharem melhor. O meu grande objetivo é criar um ambiente de festa e para mim o DnB é o melhor estilo para isso.

WF: Claramente tens conseguido criar esse ambiente. Algo percetível nas entrevistas que dás é que tens uma ligação especial com o vinil. Pensas que o disco de vinil é mais genuíno?

Oder: Hoje em dia já não me preocupo tanto com essa genuinidade mas quando comecei isso era a base. Hoje em dia as coisas são vistas de maneira diferente. Quando comecei o que me interessava era ver o que havia para trás, as influências de cada um, como é que as músicas eram feitas, as marcas que eram usadas, a cultura que estava à volta no momento. Mas o vinil vem de trás porque comecei no hip hop e o formato vem de trás e eu gosto mais e penso que é mais visual também, não fica tão escondido atrás de controladores ou botões. Mesmo que seja digital, há uma agulha que levanta, há um movimento que tem que se fazer e para mim mantém um bocado as origens de um DJ. Hoje em dia 95% dos DJ’s tocam com uma pen numa controladora ou num CDJ, já eu uso porque gosto do vinil e gosto da cultura e tenho um certo sentimento por tudo o que vem de trás.

WF: Tem que se manter as origens não é verdade?

Oder: *Risos* Exatamente, é isso, é isso.

WF: Tu sendo português e sendo o DnB o que é aqui, tu lá fora tens um currículo bastante recheado internacionalmente. Tu tens músicas na Dim Mak e já tiveste músicas tuas tocadas por um dos grandes nomes da música mundial, o Jay Z. Como é que te sentes em relação a isso? É um fator motivante?

Oder: Foi um algo que me motivou e algo que me leva a falar com vocês e estar neste evento. Foi algo que na altura me motivou a continuar porque a música é sempre algo que nunca se sabe muito bem com o que é que se está a lidar. O mercado em Portugal é um mercado pequeno e até o mercado da música eletrónica não é um mercado muito grande. Principalmente como tu bem disseste é um nicho do mercado que só algumas pessoas é que o percebem mas eu estou aqui para abrir o género a mais pessoas. Eu tento incorporar outros estilos nos meus sets, se calhar algo que esteja a ser muito tocado agora e ao mesmo tempo ir buscar algo que seja completamente underground. É esse o meu trabalho e a minha visão. Mas voltando à pergunta inicial, sem dúvida que foi algo que me motivou muito.

WF: Tendo dito isso, a pergunta que te vou fazer vais certamente responder de forma positiva. Achas que em Portugal o DnB tem espaço para crescer?

Oder: Claro que tem espaço para crescer! Continua a ser um estilo bastante pequeno mas acho que tem tudo para crescer e sempre achei isso. Por acreditar é que não toco outro estilo musical, continuo a tocar 98% de DnB nos meus sets, alternando com uma música de trap ou alguma coisa do género mas continuo a puxar pelo movimento e a fazer a minha parte, seja pelo meu programa de rádio, seja no estúdio ou até mesmo a tocar ao vivo por isso tento puxar por todos os lados possíveis. Já produzi eventos na cidade do Porto há vários atrás, com a UKF que é uma grande plataforma também fizemos eventos cá no Porto e até fomos para Lisboa, plataformas que foram ajudando a catapultar o DnB na Europa e no mundo e eu continuo aqui para fazer

2 Responses

    • Jose Silva

      Obrigado João,
      Vamos fazer o nosso melhor para cobrir tudo da musica, isso inclui Drum and Bass, que é um dos meus guilty pleasures.

      José Silva,
      CEO

      Reply

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