Kura tocou recentemente nos Melhores do Ano evento organizado no Porto pela Radio Nova Era, e nós aproveitamos para por a conversa em dia com o Kura. Queriamos agradec

Wide Future (WF): Acabaste de vir da Miami Music Week, estiveste com a Revealed Records esse tempo todo. Deve ter sido uma semana de aprendizagem, o que é que tiras desta semana?

Kura: Foi uma semana positiva, porque acabei por tocar em mais eventos que no ano passado, as festas em que eu toquei, foram festas em que tu ali raramente vês alguém desconhecido. Pessoal que já tem peso na indústria, pessoas importantes, são selecionados artistas que neste caso a Spinnin’ e a Revealed acham que estão com hype, e que as pessoas querem ver.

Estar num lineups daqueles já é um orgulho incrível, depois é estares numa festa e está ali o Tiesto, está ali o Hardwell, está ali o Guetta e depois é uma coisa banal, se me dissessem isto há uns anos, eu não acreditava. Mas o ambiente é este é tudo tranquilo, ao ar livre, boa vibe, toquei em duas festas da Spinnin’, uma da Revealed, uma do KSHMR em parceria com a DJ Mag e ainda em Las Vegas na Marquee, umas das discotecas mais conhecidas de L.A.

Naquela altura, sobretudo em Miami, existe lá muita gente, muitos Portugueses, muitos latinos, muita gente que nunca ouviu falar de ti e é uma boa oportunidade para espalhar a nossa música o mais possível.

WF: Tu mencionaste os Portugueses, a verdade é que és visto como “Um Orgulho desta Nação” como disse anteriormente, já atuaste no Tomorrowland no ano passado, que é um palco tão grande, acabaste de vir da Miami Music Week… Sentes o peso de carregar uma nação em cima?

Kura: Não necessariamente, a minha única responsabilidade é sempre não envergonhar quem me segue, e tentar dar sempre o meu máximo, faço sempre edits, coisas novas, preparo sempre os meus sets até mesmo pouco antes de entrar em palco.

Eu não sinto esse peso, porque eu não me atribuo essa importância, não posso atribuir-me essa responsabilidade. Sou um DJ como outro a tentar fazer uma carreira, temos outros DJs que estão a fazer um bom trabalho, que não é fácil. O nosso país não tem raízes de música eletrónica, não tens aquelas referências que te possam catapultar, como na Holanda ou Estados Unidos um mercado a crescer muito mais rápido que o nosso. Aqui é muito mais complicado, talvez alguns jovens que estão a começar me atribuem essa responsabilidade, mas não, senão ia para as datas todo nervoso, mas fico contente se as pessoas me virem dessa maneira.

WF: Muitos dos nossos leitores acham que este é talvez o momento certo para lançares uma label, o que é que achas disso?

Kura: Numa conversa com o meu manager, o José, e os meu label managers na Spinnin’, debatemos se isso é algo que devia fazer neste momento, e achamos que há muito mais que preciso de alcançar antes de o fazer. É preciso muita coisa, é preciso designer, manager, caça talentos, preciso ter conteúdos. Eu se lançar uma música por mês é se calhar muito, as pessoas fartam-se, perde aquele toque especial e a minha carreira sofre com isso.

Tenho de ter uma equipa estruturada, uma visão plena do que quero fazer e ainda tenho uma margem de progressão muito maior, ainda estou a aprender, não sou um top DJ mundial, estamos a trabalhar para isso, só quando me sentir confortável e estável. Também para dar apoio aos jovens, imagina que és um talento e lanças na minha label, sem uma boa plataforma para te dar apoio, eu não estou a fazer nada por ti, essa situação não é benéfica para ninguém, e muitas labels são criadas nesta base e quando acontecer vai ser feito provavelmente com os nossos parceiros na Spinnin’.

Neste momento tenho de esperar, ainda nem sequer fiz um álbum, é uma coisa que ainda tenho de fazer. Estou a explorar novas sonoridades, tenho de sentir prazer e motivação para fazer as coisas acontecer. Talvez para o ano quem sabe… mas eu quero, sim!

WF: Obviamente estás a levar a tua carreira passo a passo, qual é o teu próximo objectivo?

Kura: Não tenho só um, mas tenho vários objetivos: ter 3 ou 4 músicas no Top 10, ter uma música mais comercial que abranja mais gente, ter um perfil cada vez mais internacional, poder colaborar com artistas que eu goste e sempre gostei. Este ano colaborei com o Laidback Luke, um dos meus ídolos. É um pouco surreal, na altura nem pensei nisso.

Depois tenho outros objectivos: tocar no palco principal do Ultra, Tomorrowland, EDC, poder fazer uma tour nos Estados Unidos em meu nome, não em discotecas mas alugar salas… Passa um bocado por aí.

Fazer videoclips um pouco mais cinematográficos, conceitos diferentes, mas depois também és um bocado limitado pelos meios que tens, não depende só de mim para fazer o investimento, depende de mim, editora, do editor, do manager e há muitas etapas a ultrapassar. E tens hierarquia, às vezes os nossos ouvintes não percebem que existem essas etapas. Tenho os meus objetivos, mas não trabalho em função disso, estou aqui para me divertir e o que acontecer será, mas não vou vacilar no meu trabalho, adoro produzir, adoro tocar, adoro o que faço.

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There is something special about Dance Music, you can't explain it, just feel it. Dance Music is more than just music, Dance Music is a culture a movement. One that I respect deeply and love to understand be a part of. Started Wide Future in 2014 because of the love I have for every single genre of Dance Music, Techno, House, Drum, Big Room, Trap, Trance, etc.

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